Tubarão
Os Correios não perderam tempo e nem correram o risco da deflagração de mais uma greve. Está marcado para a próxima quarta-feira a primeira audiência de conciliação do pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho.
A ação foi ingressa pelos Correios contra a Federação Nacional dos Trabalhadores (Fentect). A audiência será às 10h30min, na sede do TST (TST), em Brasília. O processo foi distribuído para a vice-presidenta do órgão, ministra Cristina Peduzzi, responsável por designar e presidir audiências de conciliação e instrução de dissídio coletivo.
A empresa pede a intermediação do TST em vista da greve e do esgotamento das negociações com a Fentect. Também solicita revisão do acórdão vigente, fruto do dissídio de 2011, cuja validade é de quatro anos.
Os Correios também requer que o tribunal esclareça a cláusula do acórdão sobre a concessão de um vale-refeição/alimentação extra em dezembro de 2011, já pago pela empresa.
Nesta sexta-feira, a ministra Cristina Peduzzi negou o pedido de liminar que pretendia suspender a greve dos trabalhadores de Minas Gerais e do Pará, únicos estados onde há paralisação.
A proposta da ECT prevê reajuste de 5,2% nos salários e benefícios. O salário-base inicial, por exemplo, iria para R$ 991,77. Se somado o adicional de atividade que os carteiros recebem, o vencimento subiria para R$ 1.289,30 (referente a cargo de nível médio).
A Fentect reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200,00 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942,00.

